terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sem Inspiração...

É engraçado como nós temos o dom de perder a inspiração! Até um tempo atrás eu tava produzindo obras a todo vapor, mais parecia uma máquina. Eis que, um belo (?) dia, acabou! Assim, de repente, sem nem dizer "adeus"... Eu até consegui escrever um poema aqui e outro ali, mas nada que fosse bom o suficiente pra ser divulgado. Sabe quando o cara tem talento, mas não consegue usá-lo? Pois o que eu escrevi foi mais ou menos assim: 98% de esforço e 2% de talento. Logo, meus poemas ficaram meio que sem sentido ou algo do tipo... Na verdade, eu não diria exatamente sem sentido, mas sem aquele diferencial, sem algo que prendesse a atenção desde o título ao último verso. Parece que esse negóci ode musa inspiradora existe mesmo... Eu sempre consegui escrever meus poemas sem muito problema. Eu pensava num tema, divagava um pouco e pronto! Em alguns minutos eu tinha um poema de qualidade. É claro que, em raras excessões, me cinha um verso na cabeça ou uma história que eu sonhei ou que simplesmente brotou (o famoso insight), aí o resultado disso não era um poema bom, mas uma poesia... Alguém aí sabe a diferença entre poema e poesia? Dou um doce pra quem acertar! Se souber, postem nos comentários! ;) E voltando à musa, eu descobri que ela não é bem uma mulher ou algo do tipo, ela varia de pessoa pra pessoa... A minha musa é a tristeza! Eu, inconscientemente, antes de escrever algum poema, sempre me reprimia, sempre ficava o mais introspectivo possível, sempre tentava me colocar no lugar dos meus personagens, fossem eles uma mulher, um idoso ou uma flor, e tentava sentir toda a tristeza que eles sentiam... Agora é com muito peso que eu lhes digo que esse poeta que vos redige, se aposentou. Pois é... Minha musa me deixou! Não consigo mais pôr poemas/poesias em papel... Assim como o maior poeta de todos os tempos (na minha humilde opinião, claro), Arthur Rimbaud, eu me aposento cedo do mundo dos poemas, mas não do mundo das poesias! Logo logo, se tudo der certo, trarei mais notícias sobre esse assunto! Até breve... ;)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Por que música "ruim" faz tanto sucesso?

Desde uns 7 ou 8 anos, quando eu comecei a gostar de música, por uma ótima influência da minha mãe, sempre me perguntei: "Por que essas bandas que só cantam besteira fazem tanto sucesso?". Eu nunca obtive nenhuma resposta que me convencesse a não ser que "eles tem mau gosto musical!". Alguns anos depois, comprei uma revista da MTV que tinha alguma matéria (só não me recordo qual) que me interessava. Ao folheá-la, eu reparei numas capas de CD do É o Tchan e do padre Marcelo Rossi. fiquei curioso em saber o que aquelas vis figuras estavam fazendo na revista e fui ler a matéria. "P-U-T-A Q-U-E P-A-R-I-U!!!". Essa foi a minha reação ao ver o título do artigo, que era algo como: CD's que venderam mais de 1 milhão de cópias no Brasil! Se não me engano, tinham 3 CD's do É o Tchan e um do Padre Marcelo Rossi. Desde esse dia eu pensava comigo mesmo: "Não é possível que tanta gente assim tenha mau gosto!". A partir daí eu sempre procurei motivos pra músicas como "Segura o tchan", "Dança da Manivela" e outras do gênero faziam tanto sucesso e não encontrei motivo algum... Eu refletia na grandiosidade e na genialidade das letras:

"Segura o tchan!
Amarra o tchan!
Segura o tchan, tchan, tchan, tchan, tchan!"

"Pega no dedinho dela
Pega no joelho dela
Pega na coxinha dela
Sobe mais um pouquinho"

Com certeza não demoraram mais que 20 minutos pra escrever esse lixo musical. O que não quer dizer nada, pois Fernando Pessoa escreveu toda a obra de um de seus heterônimos (não me recordo qual deles agora) em apenas uma noite! Um poema atrás do outro, depois outro, depois outro! Detalhe: se você é o tipo de pessoa que escutava, e gostava desse tipo de música da qual estou redigindo sobre, provavelmente, você não sabe nem quem foi Fernando Pessoa. Voltando às músicas, pode-se analisar, em conjunto com suas bizarras coreografias que se trata de um mero apelo sexual para o divertimento e a desvalorização da mulher. Vou abrir apenas um parêntese nesse artigo, antes de continuar o assunto: Eu não respeito e nem tenho pena de mulheres que dançam e cantam esse tipo de música por prazer, justamente porque elas depois vêm querer cobrar direitos iguais e esse tipo de coisa! Veja bem, não é uma opinião machista, é só questão de moral de bom senso. Bom, voltando às músicas ridículas que vendem tanto, você pode me dizer: "Mas isso foi na década de 90! Hoje em dia, não existe mais isso, ou pelo menos, já não faz tanto sucesso como antes... a não ser na Bahia...". Ah... é mesmo! Vamos ver exemplos mais recentes e analisá-los. Primeiro exemplo: Luan Santana. Esse cara, com o "sertanejo universitário", que pra mim não passa de jovens cantando besteiras com um leve e longínquo sertanejo de fundo, ganhou um cachê de 1,3 milhão de reais pra tocar no réveillon 2011 no Rio de Janeiro, num show, que, com certeza, não chegou a ser de duas horas. Vamos à letra do seu maior sucesso:

"Te dei o sol, te dei o mar
Pra ganhar seu coração.
Você é raio de saudade,
Meteoro da paixão"

Não vou analisar as letras em si, porque ela é bem bestinha e qualquer criança de 7 anos poderia fazer uma análise complexa dela, mas sim o que elas significam: pura paixonite adolescente! E isso é bom! Quem é que não foi adolescente e já se apaixonou perdidamente? O problema, pra mim, é a proporção que esse tipo de música vem tomando ultimamente. São milhares e milhares de pessoas em seus shows, o que é bom pra carreira musical dele, mesmo ele escrevendo esse tipo de besteira, mas o que me preocupa, e muito, é o tipo de pessoa que vai à esses shows. São adultos com mentalidade adolescente! Pessoas que não amadureceram, que não cresceram! Com isso, eu não quero bancar o adulto, o maduro, como inclusive já me disseram (e é o que você pode estar pensando), mas sim que é bom ter o seu lado criança, mas não desse jeito! Porra! As pessoas idolatram um cara porque ele escreve e canta essas besteiras! Por que ninguém idolatra um Chico Buarque desse jeito? Tá certo que ele lota qualquer show que ele fizer e que ele não precisa desse tipo de fã com essa mentalidade, mas se houvesse essa idolatria por ele, seria aceitável, pois ele é um dos melhores compositores de todos os tempos e tem faz parte da história do Brasil. Agora chegou a hora que eu mais esperava: o meu segundo exemplo! Alguém aí conhece uma banda de adolescentes chamada Restart? Creio que sim, pois esses garotos coloridos são a nova sensação da gurizada com probleminha (como diria Felipe Neto). Por que eles fazem tanto sucesso? Eles recriaram o emo, com roupas coloridas e com um visual andrógino... eu diria quase feminino. Assim como o tal Luan Santana, eles cantam músicas adolescentes e para um público que deve ir de 0 a 12 anos. Se você tem mais que isso e adora o Restart, cuidado! Você pode estar sofrendo de algum tipo de anomalia congênita ou adquirida. Um agravante para eles em relação ao "fenômeno do sertanejo universitário", é que eles não têm a mínima qualidade musical. E eu digo isso no sentido de não ter noção de volume dos instrumentos e essas coisas mais t[ecnicas que eu não vou me alongar. E o pior: eles não conseguem alcançar o tom das próprias músicas! Isso é ridículo! Digno de pena! Como é que eu componho uma música pra eu cantar e eu mesmo não consigo cantar no meu tom? Aí pode vir um apaziguador e dizer: "Peraí, pow! Dá um crédito pros meninos, eles são novinhos e estão começando agora!". Haja paciência! Alguém aí conhece o Silverchair? Não??? Coloca aí na wikipédia e depois no youtube e veja! Eles começaram a tocar profissionalmente com 16 anos! E o seu primeiro álbum, o Frogstomp, fez um sucesso estrondoso na Austrália, país da banda, e nos Estados Unidos. Nesse álbum, com influencias de Nirvana, Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple, é bem difícil que as letras sejam besteiras de adolescente! Eu também não quero que todas as bandas sejam como o Silverchair foi, mas sim que se tenha o bom senso na hora de escrever e de tocar, pois querendo ou não, a música pode ser um fator formulador de opiniões. O grande problema ainda não é nos compositores ou nas bandas. O problema maior está na mídia, que divulga esse material barato como se fosse bom, e a grande massa de ignorância que povoa o nosso país a compra! Agora eu cheguei realmente onde eu queria: na ignorância! Esse tipo de música, desde É o Tchan até o Restart é feito para a grande massa, para entreter pessoas sem o mínimo grau de intelectualidade, pessoas que o nosso governo "produz"! O país tem renda o suficiente pra investir na educação, mas infelizmente, como diria Gabriel O Pensador: "No poder é que tem gente que não presta!". Mas vamos deixar essa conversa de lado, pois não é esse o propósito desse post. Arte pela arte. Só por fazer arte... Isso não é, nem passa perto de ser a verdadeira arte, cheia de sentimentos e sem fins lucrativos. Se pudermos lucrar e tornar a nossa arte um meio de vida, ótimo! Mas chegar ao ponto de fazer da música exclusivamente pra ganhar dinheiro, como o cara que escreveu a tal "Dança da Manivela", que é um músico clássico formado, mas "gosta" de escrever e cantar isso? Claro que ele gosta! É o que a mídia promove como bom e que o povo ignorante compra... E ele mal tem esforço pra ter todo o seu retorno! Como eu disse antes, isso não está nem perto da arte que a música é! Enquanto isso, muitos músicos excelentes acabam escanteados pela mídia e pouco conhecidos, como é o caso da cantora Céu, da Tiê, do Móveis Coloniais de Acaju (felizmente em vertiginosa ascensão no cenário musical), do Gram (que pra mim é a melhor banda brasileira dos últimos tempos), de uma banda que tá surgindo agora, chamada Apanhador Só e tantas outras que não me recordo no momento. Isso ainda acontece com nomes consagrados, que todos conhecem, mas poucos sabem suas músicas, exceto algumas que a mídia vendeu como boas, como é o caso do Lobão, do Otto e alguns outros... Enfim, acho que o Brasil deveria se esforçar pra ser menos ignorante e as pessoas deveriam acordar dessa quimera de que a mídia é boa! Ela não é! Faça-me um favor: reveja seus conceitos!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Religião não se discute! Pelo menos até um certo ponto...

É convencionado que religião é um assunto que não se discute, isso é fato. Mas por que não discutimos a religião? A resposta é bem simples: egocentrismo! Se eu tenho a minha religião, eu a sigo, por que eu acredito que ela seja a melhor dentre as existentes, ou pelo menos, alguém me falou que ela é a melhor. O fato é que nós somos tão egocêntricos, que quando nos deparamos numa conversa sobre religiões e nos falam que há algo de errado na nossa religião, não abrimos os olhos para os erros e todas as coisas que nossa crença prega. E outra coisa ainda: os nossos pastores, padres, mestres ou algo do tipo, fazem o que pregam? Será que um pastor tem um carro do ano com o suor dele? Ou foi uma ato de bondade Dele? Bom, acho que ele comprou o seu carrão com o nosso dinheiro, com o nosso dízimo. Será que os padres católicos, fazem valer o seu voto do celibato? Bom, acho que se eles o mantivessem, não existiriam tantas denúncias sobre pedofilia na igreja e nem tantas histórias de aborto em conventos... Religião realmente é algo que me faz pensar. A igreja, seja ela de qualquer religião, prega o amor, a união e essas coisas do tipo, porém, são as entidades mais preconceituosas da nossa sociedade! Há algum tempo, foi fundada a Igreja Inclusiva, que é uma instituição que tem o fim de "acolher" os negros, homossexuais ou qualquer outra pessoa que sofra preconceito e que, por isso, não se sinta à vontade para conversar com o seu deus. A iniciativa dessa igreja, foi do Reverendo Troy Perry, que foi o primeiro pastor assumidamente homossexual e tudo ocorreu em 1968. Você pode pensar agora "Mas faz tempo que essa Igreja existe!". E eu vou te responder com duas pergunta: Desde quando existe igreja? E preconceito dentro dela? Esse preconceito está intrínseco na Igreja desde sempre. Fatos conhecidos: 1) Os padres tinham uma mulher como sua concubina, para que eles derramassem o seu desejo sexual sobre ela e isso, claro, sempre por baixo dos panos, mas problema não é ele ter uma mulher. O problema é ele quebrar o seu Voto de Celibato e permanecer se achando "santo". 2) As missas sempre foram rezadas em latim, que era uma língua para poucos e esse paradigma só foi quebrado com Martinho Lutero que, discordando das ideias da Igreja, resolveu enfrentá-la, transcreveu a bíblia para o alemão, sua língua natal, para que todos os cidadãos pudessem participar das missas e isso resultou na Reforma Protestante. 3) O dízimo! A Igreja se vale desse artifíco para o acúmulo de riquezas. Alguém aí já reparou o quanto de ouro existe em igrejas católicas? A Igreja é uma insituição filantrópica e como tal, deveria reverter esse dinheiro que vai para os padres e afins, que por acaso fazem um voto de pobreza, para projetos sociais, que é o real motivo da existência de uma igreja. Não vou aqui, generalizar e dizer que nenhuma igreja assim o faz, pois eu conheço excelentes projetos socias de igrejas e as apóio com todo fervor.
Deixando um pouco de lado a Igreja Católica, uma outra Igreja que vem em vertiginosa ascensão é a evangélica. Mais e mais pessoas vem correndo para se apoiar nela e, sinceramente, eu não vejo motivo plausível para isso. Ouvi falar de um senhor que foi numa dessas igrejas e estava sem dinheiro algum para o dízimo, mas os pastores, treinados para extorquir através da palavra de Deus, fizeram tanta pressão durante o culto, que esse senhor deu o seu único Vale A (passagem do ônibus), que, na época não deveria valer muito mais que um real e voltou pra casa andando! Acredite, esse fato é verídico. As Igrejas evangélicas me fazem perder a respiração de tanto rir! Elas inventam processos aburdos de descarrego, venda de areia do monte sião, pedaços do santo sudário e coisas do tipo. É sempre uma coisa nova para manter os fiéis presos à ela, porque se eles enjoarem, vão para a Igreja do lado, que tem novidades e com eles, vão o seu dinheiro. Uma coisa engraçada também é a rivalidade entre as Igrejas. Se eu deixo de frequentar uma Igreja evangélica para ir para outra que é mais perto da minha casa, mas é de uma veia diferente da que eu estava, as pessoas páram de falar comigo, os pastores mandam eu voltar pra Jesus! Peraí! Mas Jesus é o mesmo em todas as religiões! Ele é Jesus, Yeshua, Isa! As pessoas estão cegas para perceber o quanto são manipuladas. E é aí que se encontra o perigo: na manipulação. A Igreja só detém tanto poder e influência na sociedade, porque manipula os fiéis. É o bom e velho método pavloviano de condicionamento, também conhecido como lavagem cerebral. O poder de manipulação da palavra de Deus é tamanho que em janeiro de 2010, saiu um filme chamado O Livro de Eli (se você ainda não assistiu e que assistir ao filme, não leia as próximas 3 linhas), e esse filme é ambientado num pós-terceira guerra mundial onde Eli, possui a bíblia e muito homens poderosos o descobrem e fazem de tudo para lhe tirar o livro, com o qual poderão dominar o restante da humanidade. Depois destas linhas, espero que você abra os seus olhos e comece a questionar as atitudes não só da sua Igreja, como as suas também. Não quero retirar a fé de ninguém, mas quero que as pessoas equilibrem fé com consciência, pois, como diria Gabriel, O Pensador: Não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta!
Eu ainda não encontrei Deus, mas vou procurá-lo.